quinta-feira, 14 de abril de 2011

Na cidade “Alerta” a “sangria do descaso”


Após algum tempo, sem muito tempo para escrever, volto a postar em meu blog. Convido a todos para ler e fazer comentários seobre suas leituras.


Era um dia que tinha tudo para ser como outro qualquer, porém uma cidade, em específico uma comunidade viveria algo de diferente e muito triste. A cidade vamos chamar de “Alerta” e a comunidade chamaremos de “sangria do descaso”. Tudo começava normalmente. Crianças indo para a escola, pais indo trabalhar e um jovem, que desassistido de todo tipo de racionalidade normal e acompanhamento familiar se dirige para uma escola, a qual o mesmo havia estudado, e nela se apresenta como palestrante. Ao chegar a escola e se identificar se dirige a sala de aula e nela logo entra. Uma sala normal, cadeiras, alunos, professora, quadro, mesa, um jovem e 2 armar com várias munições , sem falar nos diversos sentimentos que permeavam o ambiente, sentimentos estes que foram sentidos pelo jovem e que seriam ali expulsos de uma só vez para toda a eternidade. Professora! Vim fazer uma palestra... – foi assim que se dirigiu o jovem para a sala de aula – neste mesmo instante saca os instrumentos desta palestra que se propunha a fazer, duas armas de fogo, que para muitos seria a última palestra da vida, ali estaria o fim de um caminho que só havia começado. Logo se escuta tiros, gritos assustadores e muita correria. Policiais entram na escola, jovens feridos são ocultados pela sensação de susto e alto estresse em que todos viviam, outros eram socorridos na luta incessante pela sobrevivência, um verdadeiro caos ali se instaurava. Uma escadaria, um jovem e um tiro na tentativa de inibir outras atitudes agressivas por parte do jovem, em sequência um “suicídio”, o jovem que fora o autor da palestra de repercussão nacional naquele momento resolve dar fim a sua própria história. O resultado do episódio foram crianças mortas, vidas esfaceladas, esperanças destruídas e sensacionalismo barato vindo de uma mídia medíocre que se interessa mais em vender a noticia do que cumprir com sua missão precípua que é a informação sem tendência, onde a questão até agora levantada tem sido porte de armas, venda de armas, segurança nas escolas, porém o que mais preocupa e deveria ser fator de reflexão não é pauta dos diversos meios de informação que é justamente o atendimento e a assistência que deveria ser prestada para os desequilibrados mental e emocionalmente e talvez tenha sido o fator preponderante para o ocorrido nos últimos dias. É a hora de o Brasil rever como se encaminha as políticas públicas de assistência para com estas pessoas desprovidas de um parâmetro racional normal, que ao invés de estimular nas telenovelas ou mesmo no cotidiano de cada pessoa o achincalhamento ou aviltamento desses doentes pudesse estimular o encaminhamento dos mesmos para centros de apoio aos portadores destas síndromes e doenças, e lá possibilitar o tratamento mais que medicamentoso, o tratamento humano. Pois os loucos no nosso país são tratados de forma muito rudimentar e desumana, ao ponto que desconectam os mesmos da vida na terra e eles começam a viver um sono eterno propiciado pelos medicamentos, até que o organismo não agüenta mais e se entrega para o maior de todos os sonos, a morte.Sendo assim é mais que salutar uma reflexão, e aqui deixo-a, para que cada um dos leitores a faça, ao tempo que devem desenvolver a criticidade sobre o tema, sempre observando o tratamento pouco humano dada aos psicopatas, loucos ou portadores de alguma síndrome em nosso país.. Por isso, ao invés de julgar qualquer atitude, devemos buscar entender as causas que os levam a cometer tais atrocidades. Assim poderemos fazer nossa parte neste debate que muito mais do que armas se refere a pessoa humana em suas debilidades, pois não se trata de bandidos e sim de seres portadores de necessidades especiais por parte do poder público e de cada ser cidadão, onde estes não permitiram que mais cidades “ALERTAS” possam surgir, o que fará com que a comunidade “sangria do descaso” não se alastre nos solos tupiniquins.

2 comentários:

  1. Parabéns Cledemário!!!
    Ótima construção crítica, que nos leva a pensar o quanto somos privilegiados, por ter o que temos, e as vezes não damos o devido valor que merece, pois graças a DEUS somos pessoas sãs e que tivemos oportunidades, o que diferente de muitos que ao menos tiveram uma simples oportunidade na vida. Abração meu amigo, saudades do povo daí!!! Francisco Júnior!!!(CHICO)

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  2. Belas palavras para expressar o sentimento de um povo, de uma nação. Você está totalmente correto, ainda mais quando se refere a medíocre mídia que temos. É evidente que estamos em um processo de banalização dessas atitudes se depender desses meios de comunicação, isso é o que assusta mais.
    Abraços Dr.
    Anderson Rocha

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